
Bernd Schuster quebrou pela primeira vez o silêncio desde que deixou o comando técnico do Real Madrid há quatro meses. Em entrevista ao diário espanhol Marca, o técnico não se coibiu de lançar críticas a Ramón Calderón e diz que "para Cesc, Alves e Villa não havia dinheiro, mas para Cristiano sim".
O alemão afirmou, também, que nenhum dos futebolistas que pediu a Calderón no passado verão foram contratados. "Pedimos três ou quatro jogadores e assim não vinha o Cristiano. O que o clube tinha de pagar por este rapaz era uma barbaridade e deixaram claro que se ele viesse já não podíamos trazer qualquer outro o que nos fazia falta", referiu.
Schuster não se ficou por aqui: "O Cristiano não nos fazia falta, era mais um tema do clube. Nós sabíamos que com ele só íamos resolver outros problemas, porque ele não defende nem joga a lateral... a surpresa foi que, no final, não veio ninguém".
Questionado sobre se foi a afirmação que proferiu "É impossível ganharmos ao Barcelona" que ditou a rutura com o clube madridista, o alemão respondeu que tinha apenas intenção de criar pressão no seio do Barcelona mas que o efeito foi contrário. "Utilizaram-na logo para dizer que eu não queria estar ali. Eu não queria sair".
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