terça-feira, 8 de junho de 2010

Toni reforça inimigo


O que à partida parecia um problema diplomático afinal não passa de uma situação contratual. Toni vai mesmo ajudar o seleccionador da Costa do Marfim, Sven-Goran Eriksson, porque aceitou o convite do sueco para fazer parte da equipa técnica para a área da observação e análise dos adversários. Fica, dessa forma, de lado essa imagem errada de que o treinador português estaria a servir de "espião" ou de estar a fazer observações "camufladas", servindo-se do convite da TVI para fazer os comentários dos jogos de Portugal com Cabo Verde e com os Camarões.
Toni optou por não fazer qualquer comentário, porque primeiro terá de ser Eriksson a falar publicamente sobre o convite que formulou. A situação só foi precipitada porque na conferência de Imprensa de ontem perguntaram a Carlos Queiroz qual a opinião que tinha sabendo que há um treinador português, Toni, que está a fazer observações dos adversários que vão defrontar a Costa do Marfim. O seleccionador nacional respondeu diplomaticamente. "É um profissional que exerce as suas funções. Quem sou eu para comentar isso? Já trabalhei em três selecções: Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e África do Sul. Quando estamos ao serviço de uma causa fazemos as nossas obrigações com empenhamento. Conhece bem a equipa portuguesa, também conhecemos bem a Costa do Marfim", lembrou Carlos Queiroz.
Aliada à amizade que o liga a Sven-Goran Eriksson, a possibilidade de estar pela primeira vez na carreira na fase final de um campeonato do mundo, mesmo sem sentar-se no banco, contribuiu para que Toni aceitasse o convite para integrar os quadros da selecção da Costa do Marfim. O treinador português já está há algum tempo a trabalhar, tirando apontamentos de todas as selecções que vão defrontar a Costa do Marfim.

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