sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sánchez deu "apoio moral" na marcha



Um dos jogadores mais influentes do Boavista no melhor período desportivo da história do clube, o boliviano Erwin Sánchez deu esta sexta-feira uma grande alegria aos sócios e simpatizantes axadrezados ao comparecer no Estádio do Bessa um pouco antes do início da marcha de "apoio e solidariedade" organizada pelo movimento Justiça para o Boavista.
Muito saudado pelos adeptos, o atual selecionador da Bolívia deu autógrafos, deixou-se fotografar e, ao falar com os jornalistas, declarou o seu "apoio moral" ao clube em que brilhou. "Vim tratar de assuntos pessoas e dar o meu apoio ao presidente Álvaro Braga Júnior", afirmou, revelando que soube da marcha ainda antes de viajar para Portugal.
Sánchez, que jogou nove anos pelo Boavista e foi campeão nacional pelo clube em 2001, considerou que a solução para a crise passa por "unir esforços". "Nunca imaginei que o Boavista estaria a passar por esta situação", disse o antigo médio, que fará 40 anos em outubro.
A marcha reuniu cerca de 1.000 pessoas, de acordo com uma estimativa inicial da PSP, e foi convocada com o intuito de "sensibilizar a população" para o difícil momento que o clube vive, com muitas dívidas, dúvidas e um futuro incerto pela frente. Nuno Cerqueira, porta-voz do movimento organizador, esperava uma adesão maior "à partida", mas também admitiu que o número de participantes subisse ao longo do percurso até à Câmara Municipal do Porto.
A SAD do Boavista juntou-se à iniciativa e acompanhou-a até ao fim, com o seu presidente e do clube, Álvaro Braga Júnior, à cabeça e até algo emocionado com esta demonstração de fervor clubístico. "As pessoas não se podem alhear do problema que o Boavista vive. Já vimos cair o Salgueiros e a cidade permaneceu indiferente. Isso não pode acontecer a agora", defendeu o principal dirigente boavisteiro, acompanhado pelo treinador da equipa de futebol, Rui Bento. "O Boavista deu muitas coisas a este país", acrescentou.

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