
Ex-craque da seleção alemã afirma que jogadores estão mais preocupados com vaidade do que em representar a equipa nacional
O ex-jogador alemão Lothar Matthäus, capitão da seleção campeã do mundo em 1990, criticou nesta quarta-feira duramente Michael Ballack por seu comportamento em relação ao técnico Joachim Löw, e colocou em dúvida a "sinceridade" da carta na qual o médio pede perdão por sua atitude.
- Um comunicado de imprensa não é um pedido de desculpas. Tenho a impressão de que Ballack não escreveu nada, mas seu representante - afirma o ex-médio em entrevista ao jornal "Bild" em referência à carta enviada pelo jogador a Löw.
Nela Matthäus critica a atitude de Ballack e outros jogadores da seleção, como Torsten Frings, que nos últimos dias tornaram públicas suas divergências com Löw. Em sua opinião, os jogadores escolheram "um caminho absolutamente falso" pois, segundo ele, em vez de "falarem muito" fora de campo, deveriam mostrar no relvado seu rendimento com a equipa.
Neste sentido, o actual técnico do Maccabi Tel Aviv, afirma que em sua época os jogadores também brigavam por uma vaga entre os titulares, mas que "quando tinham algo a dizer, faziam frente a frente ou por telefone" com Franz Beckenbauer, técnico da época, nunca pela imprensa.
Para Matthäus, trata-se claramente de uma briga de "poder e vaidade". "Só se reage assim quando alguém se dá conta de que sua posição está em perigo", opina. Por isto, considera que Löw actuou de forma correta diante das "queixas" de Ballack, enquanto ressalta a necessidade de "renovar a confiança entre os dois, o que não será fácil", afirma.
No entanto, perguntado se a seleção alemã pode abdicar de Ballack na equipa, o ex-meia opina que "nos dias de hoje, qualquer jogador é substituível".
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